Exercitando o corpo no intervalo

Em uma conversa bem aberta sobre futebol, já em seus últimos anos de vida. Saulzinho falou de um hábito muito comum no futebol brasileiro dos anos 60 e 70 e que levou muita gente à morte por hepatite ou cirrose: o uso de Glucoenergan (glicose) aplicada em seringas compartilhadas diretamente na veia dos jogadores nos vestiários para dar ‘aquela energia a mais’ com o intuito de que rendessem o máximo nos jogos.

“Eu nunca tomei, nunca precisei disso”, mas sei que era um hábito frequente em muitos times, até porque, não era proibido”, contou o centroavante do Guarany de Bagé e do Vasco da Gama. Puxando pela memória, ele recordou de uma partida em Pelotas, em que o Guarany enfrentou o time local. Quando acabou o primeiro tempo e os jogadores foram para o vestiário, um dos adversários ficou em campo, se exercitando e correndo a toda velocidade ao redor da bandeira de escanteio.  “Nunca havia visto aquilo. Foi muito engraçado, porque após 45 minutos correndo, a gente só quer descansar um pouco. Não me lembro o nome dele, mas recordo que a torcida local ficou aplaudindo o sujeito.” E complementou: “se ele havia tomado alguma coisa, eu não sei. Mas também não adiantou nada, porque a gente venceu aquele jogo”.

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