O gol mais bonito

Um dos gols mais bonitos da carreira de Saulzinho foi anotado na vitória do Vasco sobre o América do México, durante o Torneio Pentagonal Internacional do México, em 1963, no Estádio da Cidade Universitária. Era o preferido do artilheiro cruzmaltino.

Segundo o jornal O Globo, “O goal único foi assinalado pelo centro-avante Saulzinho, numa sensacional bicicleta, aos 19 minutos do segundo tempo. O jôgo foi renhidamente disputado, tendo o team mexicano lutado com muito entusiasmo, exigindo o máximo dos cruzmaltinos.”

Além do time cruzmaltino, que se sagrou campeão do torneio, participaram da competição as equipes mexicanas do América, Chivas Guadalajara e Oro, e do time tcheco do Dukla Praga.

Saulzinho anotou outro gol no torneio, no empate de 1 a 1 do Vasco com o Guadalajara.

O Vasco foi campeão invicto com: Ita, Joel, Brito, Maranhão, Barbosinha e Dario. Agachados: Sabará, Viladonega, Saulzinho, Lorico e Ronaldo.

Fonte: O Globo

Exercitando o corpo no intervalo

Em uma conversa bem aberta sobre futebol, já em seus últimos anos de vida. Saulzinho falou de um hábito muito comum no futebol brasileiro dos anos 60 e 70 e que levou muita gente à morte por hepatite ou cirrose: o uso de Glucoenergan (glicose) aplicada em seringas compartilhadas diretamente na veia dos jogadores nos vestiários para dar ‘aquela energia a mais’ com o intuito de que rendessem o máximo nos jogos.

“Eu nunca tomei, nunca precisei disso”, mas sei que era um hábito frequente em muitos times, até porque, não era proibido”, contou o centroavante do Guarany de Bagé e do Vasco da Gama. Puxando pela memória, ele recordou de uma partida em Pelotas, em que o Guarany enfrentou o time local. Quando acabou o primeiro tempo e os jogadores foram para o vestiário, um dos adversários ficou em campo, se exercitando e correndo a toda velocidade ao redor da bandeira de escanteio.  “Nunca havia visto aquilo. Foi muito engraçado, porque após 45 minutos correndo, a gente só quer descansar um pouco. Não me lembro o nome dele, mas recordo que a torcida local ficou aplaudindo o sujeito.” E complementou: “se ele havia tomado alguma coisa, eu não sei. Mas também não adiantou nada, porque a gente venceu aquele jogo”.

Saulzinho na seleção

Em 1966, já de volta ao Guarani de Bagé, Saulzinho vestiu a camisa da seleção brasileira. Na oportunidade, a seleção gaúcha representou o Brasil na Taça Bernardo O’Higgins, em Santiago, no Chile.
“O Carlos Froner, técnico do Grêmio, me convocou e pude atuar 30 minutos no primeiro jogo e mais 15 no outro. E fomos campeões”, contou Saulzinho

Chile – Brasil
Data. 17.04.1966
Competição: Taça Bernardo O’Higgins
Cidade Santiago País. Chile
Estádio. Estádio Nacional Árbitros. M. Ralph Howley [Inglaterra]
Resultado : Chile 0 – 1 Brasil João Carlos 67′
Brasil – Arlindo, Altemir, Ary Hercílio, Auréo, Sadi, Cléo, Sérgio Lopes, Santino, João Carlos, Volmir (Saulzinho) e David Leôncio; Treinador : Carlos Froner

Chile – Brasil
Data. 20.04.1966
Competição. Copa O’Higgins
Cidade Viña Del Mar País. Chile
Estádio. Estádio Sausalito
Árbitro: M. Ralph Howley [Inglaterra] Resultado : Chile 2 – 1 Brasil João Carlos 22′ Araya 66′ Valdès 77′
Brasil – Arlindo, Altemir, Ary Hercílio, Auréo, Sadi, Cléo, Sérgio Lopes, Santino, João Carlos, Volmir (Saulzinho) e David Leôncio; Treinador : Carlos Froner

Foto –  Revista do Esporte – número 122 – 8 de julho de 1961

Coluna “Há 50 anos”, do jornal O Globo

Há 50 anos, Vasco vencia Bonsucesso com gol do artilheiro Saulzinho

Com um goal apenas, marcado pelo líder dos artilheiros do certame, Saulzinho, o Vasco da Gama derrotou, ontem, à tarde, no Maracanã, o Bonsucesso, por 1 x 0, e manteve-se, assim, na co-liderança do campeonato da cidade, ao lado do Flamengo. O escore está evidentemente a dizer que o triunfo cruzmaltino foi mais difícil do que era esperado. E foi mesmo. No entanto, tratou-se de uma vitória inegavelmente justa. Demais resultados do fim de semana, válidos pela primeira rodada do returno do Carioca: Flamengo 2 x 0 Madureira; Fluminense 0 x 0 Canto do Rio; Bangu 2 x 0 Portuguêsa; América 2 x 1 São Cristóvão.

Há 50 anos, Saulzinho mantém o Vasco invicto

Conservando a sua invencibilidade na atual temporada, o Vasco da Gama, que vencera o Alajuelense, na Costa Rica, e o América e o Oro no Torneio Pentagonal da capital mexicana, todos a zero (4 x 0, 1 x 0 e 5 x 0), empatou hoje de 1 x 1 com o team do Guadalajara. os dois goals foram assinalados no primeiro tempo, cabendo ao centro-avante Hector Hernández abrir a contagem aos quatro minutos de jôgo, numa arrancada pessoal. O empate surgiu aos 28 minutos, quando Saulzinho, saltando com o zagueiro Sepúlveda, levou vantagem atirando com violência em goal. A bola bateu na trave e voltou a Saulzinho, que emendou para marcar afinal o tento de empate.

Há 50 anos, gol de bicicleta de Saulzinho dava ao Vasco vitória sobre o América do México

Há 50 anos 11 de janeiro de 1963 Vasco vence com bicicleta sensacional Iniciando a disputa do Torneio Pentagonal Internacional do México, o Vasco da Gama derrotou ontem à noite o América local pela contagem mínima -1 x 0 -no estádio da Cidade Universitária. O goal único foi assinalado pelo centro-avante Saulzinho, numa sensacional bicicleta, aos 19 minutos do segundo tempo. O jôgo foi renhidamente disputado, tendo o team mexicano lutado com muito entusiasmo, exigindo o máximo dos cruzmaltinos.

Vasco Campeão Invicto do Torneio Pentagonal do México de 1963. Ita, Joel, Brito, Maranhão, Barbosinha e Dario. Agachados: Sabará, Viladonega, Saulzinho, Lorico e Ronaldo.

Há 50 anos, Vasco era campeão do Torneio Pentagonal do México
Há 50 anos, o Vasco se sagrava campeão do Torneio Pentagonal do México, certame amistoso que contou também com a participação dos mexicanos América, Chivas Guadalajara e Oro, além do tcheco Dukla Praga, e que teve todos os seus jogos realizados no Estádio Olímpico Universitário, na Cidade  do México.

Resultados

10/01/1963 – Vasco 1 x 0 América – Gol: Saulzinho
13/01/1963 – Guadalajara 2 x 0 Dukla Praga
17/01/1963 – Vasco 5 x 0 Oro – Gols: Sabará, Maranhão, Ruvalcaba (c), Villadoniga, Écio
20/01/1963 – Guadalajara 1 x 1 Vasco – Gol: Saulzinho
24/01/1963 – Dukla Praga 2 x 0 América
24/01/1963 – Guadalajara 1 x 1 Oro
27/01/1963 – Dukla Praga 2 x 1 Oro
27/01/1963 – América 2 x 0 Guadalajara
31/01/1963 – Vasco 1 x 1 Dukla Praga – Gol: Ronaldo
31/01/1963 – América 2 x 1 Oro

Classificação

1º Vasco, 6 pts
2º Dukla Praga, 5 pts
3º Guadalajara, 4 pts
3º América, 4 pts
5º Oro, 1 pt

Fonte: O Globo

Saulzinho, o terror dos rubro-negros

Em 1965, Saulzinho provou que era o carrasco cruzmaltino do Flamengo. Na final do Torneiro do IV Centenário, vencida pelo Vasco com goleada de 4 a 1 sobre os rubro-negros, o centroavante vascaíno desequilibrou no segundo tempo, quando o jogo ainda estava indefinido, marcando aos 24 e 33 minutos (os outros dois foram de Célio, aos 39 e 42 do primeiro tempo, enquanto Paulo Henrique descontou para o Flamengo, aos 44 da primeira etapa) e dando números finais ao jogo.

A competição reuniu Vasco, Flamengo, Atlético de Madrid-ESP (que se sagraria campeão espanhol na temporada 1965/1966) e a seleção da Alemanha Oriental (medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de 1964). Nas semifinais, o Vasco derrotou os alemães por 3 a 2 e o Flamengo aos espanhóis por 1 a 0. Na decisão, disputada em 21 de janeiro, o Vasco goleou seu tradicional rival por 4 a 1 e ficou com o belo troféu, todo em prata, feito na Suécia, que representava uma embarcação viking.

VASCO 4 X 1 FLAMENGO

Competição: Troféu IV Centenário do Rio de Janeiro (final)
Data: 21/01/1965 (quinta)
Hora: 22h
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro
Público: 59.814 pagantes
Renda: Cr$ 58.425.080,00
Árbitro: Armando Marques
Auxiliares: Frederico Lopes e Claudio Magalhães

GOLS: Célio 39’/1ºT (VAS), Célio 42’/1ºT (VAS), Paulo Henrique 44’/1ºT (FLA), Saulzinho 24’/2ºT (VAS) e Saulzinho 33’/2ºT (VAS)

VASCO: Ita, Joel (Massinha), Brito, Fontana (Pereira), Barbosinha, Maranhão, Lorico, Mário (Joãozinho), Célio, Saulzinho e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira.

FLAMENGO: Marcial, Murilo, Ditão, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Fefeu, Carlos Alberto, Amauri, Airton (Berico) e Fraga (Evaristo). Técnico: Flávio Costa.

Reportagem do Jornal do Brasil sobre a vitória do Vasco

Este post utilizou alguns dados do site Net Vasco https://www.netvasco.com.br/n/157494/ha-50-anos-vasco-goleava-o-urubu-por-4-a-1-e-conquistava-o-torneio-do-iv-centenario-do-rio-de-janeiro-veja-video

O dono do Maracanã

Por Gustavo Mariani
Ele foi o único atacante a obter uma média de gols superior a de Pelé, nas disputas estaduais da década de 60. Principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, Saul Santos, o Saulzinho, iniciou a sua sina de “matador” por volta dos 12, 13 anos de idade, em um areião, onde agora fica a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé-RS, disputando uma competição interna, nas manhãs de domingo. Com 15 anos, mesmo juvenil, já jogou e fez gol pelo time profissional do Bagé. Hoje, Saulzinho é advogado, na fronteira gaúcha com o Uruguai. Foi lá que ele voltou ao passado e “balançou a rede” para o Jornal de Brasília.
Você iniciou a carreira arrumando confusão?
Saulzinho – Eu tinha contrato de gaveta com o Bagé, mas o troquei pelo Guarany. Fiquei um ano sem poder jogar. Por volta de 1956/57, pude rolar a bola e acumular títulos municipais, até 1959. Em 60, o Guarany teve um time poderoso, vice-campeão gaúcho. Foi por ali que começou a minha história.
Como pintou o Vasco?
No início de 1961, o Guarany venceu o Internacional, duas vezes: 2 x 1, no Estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, quando marquei o gol da vitória, e 4 x 2, em Bagé. No segundo jogo, não fiz gol, mas o técnico do Inter, o Martim Francisco, gostou de mim e, ao trocar o Colorado pelo Vasco, pediu a minha contratação.
O Vasco daquele tempo só tinha fera: Bellini, Orlando, Coronel, Sabará, Pinga. Como você arrumou uma vaguinha naquele time?
Cheguei a São Januário no dia 1º de abril de 1961 e, no meu primeiro treino, fiz três gols, no primeiro tempo, pelo time reserva, que tinha Brito, Maranhão e Alcir Portela. Com aquele meu feito, o presidente vascaíno, o João Silva, mandou fazer logo o meu contrato.
Quando você chegava, Vavá (Atlético de Madrid), e Almir (Corinthians) saíam. Facilitou a sua vida…
Eu era um garoto interiorano no meio de cobrões, mas fui logo me enturmando, melhorando. A concorrência era dura, pois o Vasco tinha outros três bons centroavantes: Pacoti, Wilson Moreira e um que não me lembro agora.
Como foi sua estreia?
Uma semana ou duas depois da minha chegada. Joguei só dez minutos contra o Santos de Pelé, pelo Torneio Rio-São Paulo. O Pepe fez um gol, do meio do campo, mas o Sabará empatou e o Wilson Moreira desempatou. Ganhei um salário de “bicho”.
Quando você herdou a vaga de titular no Vasco?
Numa excursão à Europa, fiz 12 gols em 11 jogos, mas só virei titular no Campeonato Carioca de 1961. O meu primeiro gol, no Rio, foi sobre o Pompéia, goleiro do América. Fora do Rio, nos 3 x 1, contra o América-MG. Depois, fiz cinco gols, em Uberlândia, e dois contra o Vila Nova-GO. Também marquei conta o Atlético-GO. Em amistosos, fui me revelando o artilheiro de que o Vasco precisava.
Qual foi o seu primeiro time-base no Vasco?
Barbosa; Paulinho de Almeida, Bellini, Barbosinha e Coronel; Nivaldo e Lorico; Sabará, Saulzinho, Roberto Pinto e Da Silva (Tiriça).
O grande ano no Vasco…
Foi 1962, quando fui o artilheiro do Campeonato Carioca, com 18 gols, em 19 jogos. Só fiquei fora de três. Eu estava cotado para a seleção brasileira que foi bi, no Chile, mas tive um problema de garganta, que exigiu cirurgia, e uma forte distensão na virilha. Esta me deixou um mês e meio parado, sem qualquer condição física para jogar.
O Dida, do Flamengo, era seu grande concorrente?
A concorrência pela artilharia era muito pesada. Tinha também o Henrique, do Flamengo, o Quarentinha, o Amoroso e o Amarildo, do Botafogo, o Rodarte, do Olaria, e muitos outros.
E a grande glória da temporada seguinte?
No início de 63, vencemos um torneio, no México, muito famoso, na época, e eu marquei quatro gols. Goleamos Oro, o campeão nacional, por 5 x 0, e empatamos, por 1 x 1, com o Guadalajara. Jogamos, também, contra um clube argentino, contra o América, o time das massas mexicanas, e o Dukla, de Praga, que tinha o Masopust e aquela raça toda que esteve na seleção da Tchecoslováquia que pegou o Brasil na final da Copa de 62.
O seu Vasco não ganhou títulos nacionais…
Ganhamos disputas internacionais, como o Torneio Ramon de Caranza, na Espanha, o Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, uma disputa no Chile, vencendo, inclusive, aquele fabuloso Peñarol, de Maidana, Sacia, Spencer, Jóia, etc., e o torneio mexicano que já me referi, o qual nenhum time estrangeiro havia ganho ainda. Em 62, não fomos campeões cariocas porque perdemos quatro pontos para o Olaria.
Que história é esta?
Levamos um olé do Olaria, dentro de São Januário. Fiz um gol, de saída, mas eles viraram, para 3 x 1, no segundo tempo. Quando jogamos na Rua Bariri, um gol de falta, no final da partida, nos liquidou. Terminamos a três pontos do campeão, o Botafogo.
No início de 1966, você deixou o Vasco e voltou para a sua terra. Por quê?
Eu estava com 28 anos, tinha convites do Benfica e do Bahia, contra o qual marquei dois gols, em um amistoso, em Ilhéus. Mas coloquei o lado familiar na frente, pois a minha mulher, também de Bagé, tinha muito medo, não se sentia bem no Rio. Então, decidi voltar.
Já que você falou no Benfica, se lembra de quê?
Em 1965, o Vasco o trouxe ao Rio, para um amistoso. Marquei um dos meus gols mais bonitos. Até olhei para o pé de onde saíra o chute, conferindo se fora verdade. Recebi um passe, dei um corte em um marcador e soltei a bomba, quase da intermediária. Eu era rápido dentro da área, mas não chuva muito forte, de longe. Foi um grande jogo, 1 x 1, com o Eusébio fazendo o gol deles.
O seu nome era muito gritado pela torcida vascaína?
Quando eu fazia gols, o Maracanã vinha abaixo. Em 1962, fui o dono da casa, sem ser jogador de rush. Mas tinha rapidez, batia bem de perto, driblava fácil e raciocinava rápido, quando estava marcado. Quando eu fazia dupla de ataque com o Célio, eu avisava: parte que vou lançar. Eu recebia a bola de costas para o ataque, tocava para ele, que tinha velocidade e, assim, fizemos muitos gols.
Como era o Sabará?
Uma figura! Brigava o jogo todo conosco e com o adversário. Xingava, pois não queria ver ninguém parado.
A sua grande partida?
Contra o Flamengo, pelo Torneio do IV Centenário do Rio, em janeiro de 1965. Fizemos 4 x 1. Outra grande? Contra o Peñarol, base da seleção uruguaia. Deixei dois.
Você só vestiu a camisa da seleção brasileira quando voltou para o Guarany…
O Carlos Froner, técnico do Grêmio, me convocou para a seleção gaúcha que representou o Brasil na Taça O´Higgins, contra o Chile, em 1966. Joguei 30 minutos em uma partida e mais 15 na outra. Fomos campeões.

Se Pelé jogasse hoje…

Faria dois mil gols. O quarto-zagueiro e os laterais se mandam. Se, contra zagueiros plantados, fez o que fez, imagine agora. Para se entrar na área, teria que ser muito rápido, ou perdia as canelas.
Seu marcador mais difícil?
O Luís Carlos, do Flamengo. O Jadir (do Botafogo) também era duro. Chegavam junto, mas não eram desleais.
O gol mais bonito?
Contra o América, do México, em 1963. O Sabará cruzou, da direita, a bola bateu no chão, veio no meu peito, e peguei de bicicleta, antes da chegada do zagueiro. Foi capa na revista mexicana Futbol
O que pesa mais no futebol jogado hoje?
Bom preparo físico é 70%, no mínimo, do necessário para se jogar. Mas quem decide ainda é cara talentoso.
No seu tempo, ganhava-se pouco, mesmo?
Quando cheguei ao Vasco, o maior salário era o do Bellini, US$ 8 mil. Hoje, qualquer juvenil está ganhando isso.
A sua seleção brasileira…
Barbosa; Paulinho de Almeida, Brito, Fontana e Oldair; Carlinhos e Gérson; Sabará, Célio, Pelé e Zagallo. Acho que eu pegaria uma reservinha.

Imagens da vida do craque cruzmaltino

       Acima: Lalá, não identificado, Paulo Sérgio, não identificado, não identificado, Rogério, não identificadoCalveti, Ramos Delgado, não identificado; abaixo: Jairzinho, não identificado, Mário Tito, Abílio, Toninho Guerreiro, Picão, Garrincha, Saulzinho, centroavante do Corinthians não identificado, Max e Solis. Partida de Showball.

                                            Saulzinho em viagem de turismo à Roma

                    Recorte de jornal sobre viagem de Saulzinho à Europa com o Vasco

     Vista do apartamento de Saulzinho, na Av. Nossa Senhora de Copacabana

       Saulzinho e a esposa Marilu (já falecida) nos anos 60

       O centroavante em jantar com esposa e familiares em churrascaria carioca

                  Contratado pelo Vasco da Gama, Saulzinho chega ao Rio de Janeiro

       Saulzinho, aos 18 anos, servindo o Exército, em Bagé-RS

A carreira no Vascão em fotos

       Miltão, Joel, Caxias, Maranhão, Fontana, Barbosinha; massagista Marinho, Mário Tilico, Célio, Saulzinho, Lorico e Zezinho
       Barbozinha e Saulzinho em Estocolmo
       O juvenil Humberto e Saulzinho na concentração do Vasco no Hotel Novo Mundo
      Um dos três gols de Saulzinho na vitória de 3 a 0 sobre o São Cristóvão na Rua Figueira de Melo
       Brito e Saulzinho no treino do Vasco
       Humberto, Paulinho, Brito, Nivaldo, Barbosinha e Dario; Sabará, vevé, Saulzinho, Lorico e da Silva

Os jogos do Vasco da Gama


Clique no link http://bit.ly/1uFzmsL e veja todas as fichas técnica dos jogos do Vasco da Gama no Campeonato Carioca de 1962

Para ver as fichas técnicas de todos os amistosos do Vasco em 1962 clique em http://bit.ly/1ssVcnF

Já para ver as fichas técnicas dos jogos do Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1962 clique em http://bit.ly/1iPE41T

Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1963: http://bit.ly/1qEtfYa

Excursões do Vasco em 1963: http://bit.ly/1lKLWWJ

Vasco no Torneio Rio-São Paulo de 1964 e 1965: http://bit.ly/1j6LNbY

O grande Guarani de Bagé

Guarani, vice-campeão gaúcho de 1958 – Massagista Salvador Rubilar; Bira, Sílvio, Calvet, Ataíde, Danga e Célio; Calvet 1º, Max, Juarez, Solis Rodrigues e Saulzinho

 

Formação na partida final de 1958, contra o Grêmio

 

Guarani de 1960: Mujica, Sílvio, Solis, Danga, Célio e Augusto; Eusébio, Ivo Medeiros, Saulzinho, Sérgio e João Borges

 

Bataclã, Leo, Ivan Ravazza, Raul Calvet, Rubens Schoroeder e Ninha; Carlos Calvet, Max, Saulzinho, Juquinha e Storniol.

 

Os gols mais sensacionais de Saulzinho – Revista do Esporte (02/02/1963)

SAULZINHO, o goleador gaúcho, natural da cidade de Bagé, revelou-se um dos melhores homens de área do futebol carioca tão logo foi contratado pelo Vasco da Gama. Justamente por este motivo, Saulzinho encontrou alguma dificuldade para, ao ser apanhado de surpresa pela RE, relembrar seus maiores gols. Ficou pensativo, sentou-se ao lado do repórter, passou a mão direita pelo rosto, e começou a narrativa, reconhecendo que a tarefa de se recordar dos seus mais belos feitos não seria coisa fácil, “porque foram muitos, bonitos e importantes os gols que assinalei em toda a minha carreira”. Começou ele:

– Um dos mais bonitos que marquei foi exatamente quando disputei minha primeira partida em uma equipe profissional. Vejam bem quanta sorte tive: estava na reserva. O meu time, o Bagé, enfrentava o Nacional de Porto Alegre, em 1954. Tratava-se de um amistoso. Faltava 10 minutos para acabar o jogo, quando o técnico, tenente Francisco Brochado, lançou-me na ponta esquerda. Houve um ataque nosso. Camacho, o ponta direita, correu bastante, passou pelo seu marcador e, da linha de fundo, centrou forte. A bola bateu no terreno, amorteci-a no peito e, de costa para a meta, puxei-a de “bicicleta”. Foi a primeira bola que apanhei e o nosso time acabou ganhando de 1 x 0.

– Ainda em meu Estado, em 1956, quando eu jogava no Guarani, contra o Bagé, fui autor do único tento que decidiu o campeonato a nosso favor, no último jogo. O nosso extrema-direita correu pelo seu setor e, da linha de fundo, centrou para trás. Apanhei a pelota na linha da grande área e dominei-a na coxa. Antes de a bola cair, chutei-a entre os dois zagueiros e ela passou por cima da cabeça do goleiro. Foi aos 13 minutos de jogo do segundo tempo. Sagramo-nos campeões minutos após. Foi uma das maiores emoções que senti em toda a minha carreira.

– Desde que me transferi para o futebol carioca, três dos muitos gols que marquei um duas temporadas ficaram gravados em minha memória e nunca deixarão de figurar na galeria de honra dos meus melhores tentos. O primeiro deles, assinalei-o no jogo contra o Flamengo, no Torneio Rio-São Paulo de 61. O Vasco perdia por 1 x 0 e buscava a igualdade a todo custo. Coronel chutou a bola para dentro da área inimiga. Entrei de carrinho, à meia altura e desviei-a do goleiro Fernando, colocando-a no canto oposto. Foi o gol do empate que perdurou até o fim da partida.

– No jogo do primeiro turno do campeonato passado, com o Bonsucesso, quando vencemos de 3 x 0, colaborei com um gol que foi o primeiro da minha autoria, em 62. Joãozinho apanhou a bola na intermediária contrária, conduziu-a até a lateral da grande área e executou o centro, alto. Quando a bola ia caindo, mais ou menos na marca do pênalti, apanhei-a de pé esquerdo, num sem-pulo fulminante, no cantinho, sem que o goleiro pudesse ao menos tocá-la. Foi um gol realmente sensacional e que fez a nossa torcida delirar por alguns instantes.

– Contra o Bangu, na partida do primeiro turno do último certame carioca, do qual saímos vencedores por 1 x 0, tive a felicidade de ser o autor do gol. Houve um chute longo da nossa retaguarda, não me lembro de quem. A bola passou entre Mário Tito e Zózimo, que ficaram indecisos. Também o goleiro Ubirajara, ao sair da meta, claudicou um pouco. Formou-se, então, aquela jogada de incertezas de parte a parte. Cheguei a passar da bola, mas, mesmo assim, improvisei uma “bicicleta” que deu para conduzi-la no bico da chuteira e, com um impulso firme, jogá-la no fundo da rede.Até os dias atuais, foram esses os gols mais sensacionais que marquei. Entretanto espero que, este ano, possa ter inspiração para marcar muitos outros, a fim de ajudar o Vasco a ser campeão do Rio-São Paulo e reaver a posse do título máximo carioca – finalizou Saulzinho, dianteiro gaúcho do clube cruzmaltino.

O Guarani jogou muito bem e derrotou o Internacional: 4 x 2 – Folha Esportiva (18/04/1960)

Bagé, 17 (Do Correspondente) – O esquadrão do Guarani, fazendo uma grande exibição de football, conquistou fácil triunfo, esta tarde, no Estádio Estrela D’Alva, frente ao Esporte Clube Internacional, da Capital do Estado, pela contagem de quatro tentos a dois.
Já na etapa inicial, venciam os locais por três a um, com tentos assinalados por intermédio de João Borges, aos 24 minutos; Naninho aos 30 minutos e João Borges aos 42 minutos, enquanto que Paulo Vecchio, aos 24 minutos, marcou para o Internacional. João Borges aos 45 minutos do segundo tempo, conquistou o quarto e último gol do Guarani. O segundo goal do quadro colorado marcou-o Paulo Vecchio, aos 47 minutos.
Flávio Cavendini dirigiu com boa atuação a contenda. A renda somou CR$ 78.110,00. Os dois quadros formaram assim: GUARANI: Saul Mujica, Danga e Augusto; Solis Rodrigues e Sílvio; Ivo Medeiros, Naninho, Saul, Sérgio e João Borges. INTERNACIONAL: Silveira, Zangão, Osmar e Louro; (Gago (Kim) e Barradinhas; Osvaldinho, Ivo, Diogo, Paulo Vecchio, Vilmar e Alfeu (Deraldo).

DECLARAÇÕES DE TETÉ
O treinador Francisco Duarte Junior, o popular Teté, falou a reportagem da esportiva, declarando o que segue: “O Internacional atuou mal. Não correspondeu em nenhum momento. Atuação decepcionante de meus pupilos. Triunfo justo e merecido do Guarani”.